quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Para os alunos do Colégio Evolução - Coffee Evolution


Como impactar o mundo?

Como nós podemos impactar o mundo? Essa é uma pergunta muito diferente, que dificilmente escutamos em uma conversa ou discussão, nem o google me deu uma resposta convincente.
Já fazia um tempo que eu queria postar sobre esse assunto, mas não sabia por onde começar, então vamos começar pelo conceito de impacto: de acordo com o dicionário, impacto é um choque, impressão ou sensação muito forte.
Atualmente, impactar o mundo não é algo muito difícil, pois infelizmente a nossa sociedade é impressionada e comovida por coisas fúteis e egoístas, como a morte de um astro do pop. Mas vamos falar de um impacto maior do que qualquer polêmica ou tragédia, o nome sobre todo nome: Jesus. Ele é a única forma que realmente nos interessa – a nós, cristãos – de mudar o mundo. Então chegamos a nossa primeira conclusão: a única maneira de realmente impactar o mundo é através do amor de Deus.
Pregar o evangelho é algo tão fácil; é como conversar sobre futebol com seus amigos, porém você estará falando de um amor que para muitos ainda é desconhecido, um amor além da paixão pelo futebol. Levar o amor de Deus para outras pessoas é a única forma de verdadeiramente impactar o mundo, ou pelo menos fazer a nossa parte para mudá-lo. Outro dia recebi um e-mail que conta a seguinte história:
Era uma vez um homem que foi ao barbeiro. 
Enquanto tinha seus cabelos cortados conversava com o barbeiro. Falava da vida e de Deus. Dai a pouco, o barbeiro incrédulo não agüentou e falou: 
- Deixa disso, meu caro, Deus não existe! 
- Por quê? 
- Ora, se Deus existisse não haveria tantos miseráveis, passando fome! Olhe em volta e veja quanta tristeza. É só andar pelas ruas e enxergar! 
- Bem, esta é a sua maneira de pensar, não é? 
- Sim, claro! 
O freguês pagou o corte e foi saindo, quando avistou um maltrapilho imundo, com longos e feios cabelos, barba desgrenhada, suja, abaixo do pescoço. Não agüentou, deu meia volta e interpelou o barbeiro:
- Sabe de uma coisa? Não acredito em barbeiros!
- Como !?
- Sim, se existissem barbeiros, não haveria pessoas de cabelos e barbas compridas !
- Ora, existem tais pessoas porque evidentemente não vêm a mim!
- Que bom. Agora, você entendeu.”
Essa pequena história nos faz refletir. Muitas vezes culpamos Deus pelos acontecimentos do mundo e esquecemos que, não fazendo a nossa parte, estamos contribuindo para que o mundo continue do jeito que está. Temos livre arbítrio, capacidade de escolher nossos atos e tomar decisões certas ou erradas. Deus quis assim para que pudéssemos desfrutar a liberdade das nossas decisões. Senão seríamos robôs, marionetes, bonecos e, com certeza, estariam culpando Deus por isto também. E não poderia ser diferente! A vida com Deus é um presente de Deus e precisa ser recebido, aceito como todo e qualquer presente. Não pode ser por imposição, obrigação, coerção. Devemos aceitar, buscar, receber. Apesar de ser para todos, é preciso dar o passo. É um presente, é de graça, mas precisamos ir recebê-lo.
Esta é a realidade do nosso mundo: as pessoas precisam de Deus, mas não o procuram; congregar em uma igreja é muito difícil para que nunca teve contato com Deus, fazer novas amizades, participar dos cultos e se comprometer com um ministério é uma decisão que muitos já tomaram, mas precisam de um incentivo. Há muitas pessoas que estão sedentas pelo amor de Deus, mas não sabem disso. Se hoje em dia elas não O procuram mais – e isso chega a se tornar uma razão de incredulidade na existência do Senhor – nós devemos ser o meio de comunicação entre o Pai e essas pessoas; tanto aquelas que nunca experimentaram do amor de Deus, quanto aquelas que estão afastadas Dele. É a nossa missão, Deus tem um chamado comum a todos os filhos Dele, que é o de impactar o mundo através do Seu amor por nós.
Devemos deixar de lado toda vergonha, medo, receio e timidez; pois muitas vezes são os responsáveis por não falarmos de Jesus para nossos amigos ou conhecidos. Eu, por exemplo, já possuo como um hábito convidar jovens para os cultos de adolescentes e jovens da igreja onde congrego, e é esse hábito que todo cristão deve ter, algo automático, que seja de sua natureza, você está conversando com algum amigo seu quando de repente se lembra de que poderia convidá-lo, então vai lá e convida.
Nesse blog o foco é o cristianismo, não somente igreja; cristãos, seguidores de Cristo, e não somente crentes. É claro que quando convidamos alguém para ir à igreja, além de falar de Deus, também devemos ressaltar aspectos legais que possivelmente irão atrair essa pessoa com quem você está conversando, como: louvor, dança, teatro, amizades etc, sem se esquecer do principal objetivo: Jesus Cristo.
Pode parecer que não, mas a nossa parte faz a diferença nesse processo de impacto global, mesmo que sejamos como uma gota no meio do oceano, Deus reconhece nosso esforço e nos honra no momento certo. Quanto mais pessoas você evangelizar, maior ficará essa gotinha, que poderá se tornar uma grande onda que vai mexer, e muito, com o oceano.
Imagine você, chegando no céu, de repente você olha para trás e vê a multidão que trouxe para Deus, já imaginou? Seria muito bom, não? Então, está esperando o quê? Impacte o mundo, através de um nome, que é sobre todo nome: Jesus Cristo.
Tirado do Blog Zeca e eu

sábado, 1 de outubro de 2011

Sindrome de Tourette

#Filme O Primeiro da Classe - Sindrome de Tourette

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Assisti um filme que achei maravilhoso e resolvi indicar pra vcs.

talvez muita gente nem saiba o q é SINDROME DE TOURETTE, mas o filme deixa mto bem claro o q é essa doença, o preconceito q as pessoas sofrem tanto por parte dos colegas, amigos, quanto da familia. O filme conta a trajetória de um professor, de ensino infantil, encara a luta com o preconceito, e o desconhecimento das pessoas com sua doença. Ele acaba se tornando o melhor professor.
Sinopse: Drama familiar sobre um homem com síndrome de Tourette que desafia a todos a se tornar um excelente professor. Inspirado em uma história verdadeira. 
Esse filme é baseado em fatos reais, baseia-se na vida de Brad Cohen



Brad Cohen nasceu com uma síndrome chamada Tourette, isto é, uma desordem caracterizada por tiques, espasmos ou vocalizações que ocorrem repetidamente.
Quando criança, seus pais se divorciaram, o que o fez fazer barulhos e ter espasmos musculares constantemente durante horas, até chegar ao ponto de uma amiga da família sugerir um exorcismo. Por sorte, sua mãe sempre compreendeu que seu filho não fazia isso por brincadeira ou para chamar a atenção, estando sempre ao seu lado, diferentemente das outras pessoas.
Uma vez seu professor da quinta série o obrigou a andar na frente da turma e se desculpar por todos os tiques e barulhos que fazia, e prometer que não faria de novo. “Eu sempre me senti a criança deixada de lado. Eu precisava de suporte e aceitação dos meus professores e não recebia isso. Daquele dia em diante eu sabia que eu queria ser um professor. Um que poderia oferecer o suporte e estar presente para cada criança”, conta Cohen. Aos 12 anos, sua mãe o diagnosticou com a Síndrome de Tourette através de pesquisa própria, e o levou para uma reunião de um grupo de suporte a pessoas com Tourette.
Depois de formado no ensino médio, ele foi estudar na Bradley University, onde se graduou com méritos em educação primária e se mudou para Atlanta e se inscreveu em inúmeras vagas de professor e foi rejeitado 24 vezes, antes de ser contratado pela Mountain View Elementary School. No primeiro dia de aula, explicou aos alunos sobre suas condições e foi plenamente aceito por todos, ganhando sua amizade e afeição. Houve apenas um caso de um pai retirando seu filho da escola, mas pedindo para rematriculá-lo semanas depois na turma do professor Cohen.
Em 1997, ele foi condecorado com o prêmio de professor do ano e escreveu
o livro “Front of the Class: How Tourette Syndrome Made Me the Teacher I Never Had”, que recebeu o prêmio de melhor livro educacional do ano e foi retratado no cinema com o nome “Front of the Class” (O Líder da Classe).
Hoje, Brad é supervisor da escola, podendo observar se outros professores estão dando o devido respeito aos alunos, e dá palestras sobre a Síndrome de Tourette

sábado, 24 de setembro de 2011

Vida de professor(a) não é fácil!

Quando pensei em ser professor, o que aconteceu?
Os sonhos mais lindos, sonhei. De que eras mil, um castelo ergui.
Ao encontrar os alunos com dificuldades, o que eu disse?
Levanta sacode a poeira e da à volta por cima.
E quando um aluno me magoou, em que pensei?
Ainda vei levar um tempo pra fechar o que feriu por dentro, é natural que seja assim, tento pra você quanto pra mim.
Mas quando começou a aula qual foi a sensação?
Quando eu estou aqui eu vivo esse momento lindo. Olhando pra vocês e a mesma emoção sentindo.
Quando meus alunos estão desanimados, com problemas do dia-a-dia, o que lhes digo?
Canta, canta minha gente, deixa a tristeza pra lá. Canta forte, canta alto que a vida vai melhorar, que a vida vai melhorar!!
Como reajo as emoções?
Tudo que se vê não é igual ao que se viu a um segundo. Tudo munda o tempo todo num segundo. Não adianta fugir,  nem mentir pra si mesmo agora. Há tanta vida lá fora, aqui dentro sempre como uma onda no mar, como uma onda no mar.
Ser professor é...
Viver e não ter a vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz. Eu sei que a vida podia ser bem melhor e será. Mas isso não impede que eu repita: é bonita, é bonita, e é bonita.
E quando quero descobrir se estou no caminho certo...
Olho pro céu e vejo uma nuvem branca que vai passando, olha pra terra e vejo uma multidão que vai caminhando. Como essa nuvem branca a gente não sabe aonde vai Quem poderá dizer o caminho certo é Você Meu Pai... Jesus Cristo, Jesus Cristo, Jesus Cristo eu estou aqui.
E quando chega o dia do pagamento...
Então vem. Que eu contos os dias, contos às horas pra ti ver, eu não consigo te esquecer, cada minuto é muito tempo sem você... Sem você.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Não espere... Você já perdeu tempo demais!

Não espere... Você já perdeu tempo demais!


Não espere um sorriso...
Para ser gentil.
Não espere ser amado...
Para amar
Não espere ficar sozinho...
Para sentir o valor de um amigo.
Não espere ficar de luto...
Para ver o quanto uma pessoa é importante em sua vida.
Não espere o melhor emprego...
Para começar a trabalhar.
Não espere a queda...
Para lembrar-se do conselho.
Não espere...
Não espere a enfermidade...
Para perceber quão frágil é a vida.
Não espere a pessoa perfeita...
Para então se apaixonar.
Não espere a magoa...
Para pedir o perdão.
Não espere a separação...
Para tentar a conciliação.
Não espere a dor...
Para acreditar no poder da oração.
Não espere elogios...
Para acreditar em si mesmo.
Não espere ter tempo...
Para servir.
Não espere que o outro tome a iniciativa...
Se você foi o culpado.
Não espere ouvir eu te amo...
Para dizer eu também.
Não espere ter dinheiro aos montes...
Para então contribuir.
Não espere o dia de sua morte...
Sem antes amar a vida.
Então o que você está esperando?

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

OS SETE CONSTITUINTES






Quem já passou no sertão
E viu o solo rachado,
A caatinga cor de cinza,
Duvido não ter parado
Pra ficar olhando o verde
Do juazeiro copado.

E sair dali pensando:
Como pode a natureza
Num clima tão quente e seco,
Numa terra indefesa
Com tanta adversidade
Criar tamanha beleza.

O juazeiro, seu moço,
É pra nós a resistência,
A força, a garra e a saga,
O grito de independência
Do sertanejo que luta
Na frente da emergência.

Nos seus galhos se agasalham
Do periquito ao cancão.
É hotel do retirante
Que anda de pé no chão,
O general da caatinga
E o vigia do sertão.

E foi debaixo de um deles
Que eu vi um porco falando,
Um cachorro e uma cobra
E um burro reclamando,
Um rato e um morcego
E uma vaca escutando.

Isso já faz tanto tempo
Que eu nem me lembro mais
Se foi pra lá de Fortim,
Se foi pra cá de Cristais,
Eu só me lembro direito
Do que disse os animais.

Eu vinha de Canindé
Com sono e muito cansado,
Quando vi perto da estrada
Um juazeiro copado.
Subi, armei minha rede
E fiquei ali deitado.

Como a noite estava linda,
Procurei ver o cruzeiro,
Mas, cansado como estava,
Peguei no sono ligeiro.
Só acordei com uns gritos
Debaixo do juazeiro.

Quando eu olhei para baixo
Eu vi um porco falando,
Um cachorro e uma cobra
E um burro reclamando,
Um rato e um morcego
E uma vaca escutando.

O porco dizia assim:
– “Pelas barbas do capeta!
Se nós ficarmos parados
A coisa vai ficar preta...
Do jeito que o homem vai,
Vai acabar o planeta.

Já sujaram os sete mares
Do Atlântico ao mar Egeu,
As florestas estão capengas,
Os rios da cor de breu
E ainda por cima dizem
Que o seboso sou eu.

Os bichos bateram palmas,
O porco deu com a mão,
O rato se levantou
E disse: – “Prestem atenção,
Eu também já não suporto
Ser chamado de ladrão.

O homem, sim, mente e rouba,
Vende a honra, compra o nome.
Nós só pegamos a sobra
Daquilo que ele come
E somente o necessário
Pra saciar nossa fome.”

Palmas, gritos e assovios
Ecoaram na floresta,
A vaca se levantou
E disse franzindo a testa:
– “Eu convivo com o homem,
Mas sei que ele não presta.

É um mal-agradecido,
Orgulhoso, inconsciente.
É doido e se faz de cego,
Não sente o que a gente sente,
E quando nasce e tomando
A pulso o leite da gente.

Entre aplausos e gritos,
A cobra se levantou,
Ficou na ponta do rabo
E disse: – “Também eu sou
Perseguida pelo homem
Pra todo canto que vou.

Pra vocês o homem é ruim,
Mas pra nós ele é cruel.
Mata a cobra, tira o couro,
Come a carne, estoura o fel,
Descarrega todo o ódio
Em cima da cascavel.

É certo, eu tenho veneno,
Mas nunca fiz um canhão.
E entre mim e o homem,
Há uma contradição
O meu veneno é na presa,
O dele no coração.

Entre os venenos do homem,
O meu se perde na sobra...
Numa guerra o homem mata
Centenas numa manobra,
Inda tem cego que diz:
Eu tenho medo de cobra.”

A cobra inda quis falar,
Mas, de repente, um esturro.
É que o rato, pulando,
Pisou no rabo do burro
E o burro partiu pra cima
Do rato pra dar-lhe um murro.

Mas, o morcego notando
Que ia acabar a paz,
Pulou na frente do burro
E disse: – “Calma, rapaz!...
Baixe a guarda, abra o casco,
Não faça o que o homem faz.”

O burro pediu desculpas
E disse: – “Muito obrigado,
Me perdoe se fui grosseiro,
É que eu ando estressado
De tanto apanhar do homem
Sem nunca ter revidado.”

O rato disse: – “Seu burro,
Você sofre porque quer.
Tem força por quatro homens,
Da carroça é o chofer...
Sabe dar coice e morder,
Só apanha se quiser.”

O burro disse: – “Eu sei
Que sou melhor do que ele.
Mas se eu morder o homem
Ou se eu der um coice nele
É mesmo que estar trocando
O meu juízo no dele.

Os bichos todos gritaram:
– “Burro, burro... muito bem!”
O burro disse: – “Obrigado,
Mas aqui ainda tem
O cachorro e o morcego
Que querem falar também.”

O cachorro disse: – “Amigos,
Todos vocês têm razão...
O homem é um quase nada
Rodando na contramão,
Um quebra-cabeça humano
Sem prumo e sem direção.

Eu nunca vou entender
Por que o homem é assim:
Se odeiam, fazem guerra
E tudo o quanto é ruim
E a vacina da raiva
Em vez deles, dão em mim.”

Os bichos bateram palmas
E gritaram: – “Vá em frente.”
Mas o cachorro parou,
Disse: – “Obrigado, gente,
Mas falta ainda o morcego
Dizer o que ele sente.”

O morcego abriu as asas,
Deu uma grande risada
E disse: – “Eu sou o único
Que não posso dizer nada
Porque o homem pra nós
Tem sido até camarada.

Constrói castelos enormes
Com torre, sino e altar,
Põe cerâmica e azulejos
E dão pra gente morar
E deixam milhares deles
Nas ruas, sem ter um lar.”

O morcego bateu asas,
Se perdeu na escuridão,
O rato pediu a vez,
Mas não ouvi nada, não.
Peguei no sono e perdi
O fim da reunião.

Quando o dia amanheceu,
Eu desci do meu poleiro.
Procurei os animais,
Não vi mais nem o roteiro,
Vi somente umas pegadas
Debaixo do juazeiro.

Eu disse olhando as pegadas:
Se essa reunião
Tivesse sido por nós,
Estava coberto o chão
De piubas de cigarros,
Guardanapo e papelão.

Botei a maca nas costas
E saí cortando o vento.
Tirei a viagem toda
Sem tirar do pensamento
Os sete bichos zombando
Do nosso comportamento.

Hoje, quando vejo na rua
Um rato morto no chão,
Um burro mulo piado,
Um homem com um facão
Agredindo a natureza,
Eu tenho plena certeza:
Os bichos tinham razão
 
 
 

sábado, 13 de agosto de 2011

Café Literário da Escola Evolução!

O café literário, foi feito pela professora de Literatura Andréa Cabral, da FUNESO, com seus alunos do 1º período de Letras em que eu cursei.
Hoje tenho o prazer de reviver está experiência, só que do outro lado do palco.
Meus alunos do Ensino Fundamental II irão vivenciar, e eu estou ansiosa demais, para ver a arte deles, como se eu fosse apresentar algo? Vê se pode? Estou ansiosa por eles, será que você me entende?
Deixei em aberto para que eles possam escolher o que quiserem apresentar.
Como fazer?
Você pode escolher uma música e mudar a letra, recitar um poema, um verso, apresentar uma peça teatral...
Será no dia 26 de agosto de 2011, na rua de esquina do Colégio Evolução - só para os alunos!!
Agradecimentos
Agradeço primeiramente a Deus por me dar um Dom de fazer o que gosto e com muito amor: que é ensinar, a professora Andréa Cabral pela experiência vivida, aos meus alunos por abraçarem essa idéia.
Beijos!!
Deixo aqui algumas poesias e poemas dos poetas mais consagrados do Brasil e do mundo!!

ARTE DE AMAR

Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus - ou fora do mundo.

As almas são incomunicáveis.

Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.

Porque os corpos se entendem, mas as almas não.
Manuel Bandeira

Meu Quintana, os teus cantares
Não são, Quintana, cantares:
São, Quintana, quintanares.

Quinta-essência de cantares...
Insólitos, singulares...
Cantares? Não! Quintanares!

Quer livres, quer regulares,
Abrem sempre os teus cantares
Como flor de quintanares.

São cantigas sem esgares.
Onde as lágrimas são mares
De amor, os teus quintanares.

São feitos esses cantares
De um tudo-nada: ao falares,
Luzem estrelas luares.

São para dizer em bares
Como em mansões seculares
Quintana, os teus quintanares.

Sim, em bares, onde os pares
Se beijam sem que repares
Que são casais exemplares.

E quer no pudor dos lares.
Quer no horror dos lupanares.
Cheiram sempre os teus cantares

Ao ar dos melhores ares,
Pois são simples, invulgares.
Quintana, os teus quintanares.

Por isso peço não pares,
Quintana, nos teus cantares...
Perdão! digo quintanares.
Manuel Bandeira


Quando estás vestida,
Ninguém imagina
Os mundos que escondes
Sob as tuas roupas.

(Assim, quando é dia,
Não temos noção
Dos astros que luzem
No profundo céu.

Mas a noite é nua,
E, nua na noite,
Palpitam teus mundos
E os mundos da noite.

Brilham teus joelhos,
Brilha o teu umbigo,
Brilha toda a tua
Lira abdominal.

Teus exíguos
- Como na rijeza
Do tronco robusto
Dois frutos pequenos -

Brilham.) Ah, teus seios!
Teus duros mamilos!
Teu dorso! Teus flancos!
Ah, tuas espáduas!

Se nua, teus olhos
Ficam nus também:
Teu olhar, mais longe,
Mais lento, mais líquido.

Então, dentro deles,
Bóio, nado, salto
Baixo num mergulho
Perpendicular.

Baixo até o mais fundo
De teu ser, lá onde
Me sorri tu'alma
Nua, nua, nua...
Manuel Bandeira

Livros e flores

Teus olhos são meus livros.
Que livro há aí melhor,
Em que melhor se leia
A página do amor?

Flores me são teus lábios.
Onde há mais bela flor,
Em que melhor se beba
O bálsamo do amor?
Machado de Assis

BONS AMIGOS

Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!
Machado de Assis

SAUDADE.
Por que sinto falta de você? Por que está saudade?
Eu não te vejo mas imagino suas expressões, sua voz teu cheiro.
Sua amizade me faz sonhar com um carinho,
Um caminhar, a luz da lua, a beira mar.
Saudade este sentimento de vazio que me tira o sono
me fazendo sentir num triste abandono, é amizade eu sei, será amor talvez...
Só não quero perder sua amizade, esta amizade...
Que me fortalece me enobrece por ter você.
Machado de Assis

"Mulheres são como maçãs em árvores.
As melhores estão no topo.
Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão,
que não são boas como as do topo,
mas são fáceis de se conseguir.

Assim as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas,
quando na verdade, eles estão errados...

Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar,
aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore."
Machado de Assis

Ternura

Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor
seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentando
Pela graça indizível
dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura
dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer
que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas
nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras
dos véus da alma...
É um sossego, uma unção,
um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta,
muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite
encontrem sem fatalidade
o olhar estático da aurora.
Vinícius de Moraes

Soneto do Amor Total

Amo-te tanto, meu amor ... não cante
O humano coração com mais verdade ...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
Vinícius de Moraes

Ausência

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
Vinícius de Moraes

Soneto de Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinícius de Moraes

Nem tudo é fácil

É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
Se você errou, peça desculpas...
É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o...
É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga...
É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar
alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida...Mas, com certeza, nada é impossível
Precisamos acreditar, ter fé e lutar
para que não apenas sonhemos, Mas também tornemos todos esses desejos,
realidade!!!
Cecília Meireles

Retrato

"Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
Em que espelho ficou perdida a minha face?"



Despedida

Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranqüilo:
quero solidão.

Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces? - me perguntarão.
- Por não ter palavras, por não ter imagens.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.

Que procuras? Tudo. Que desejas? - Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.

A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?

Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha guerra...)
Quero solidão.
Cecília Meireles

Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!
Fernando Pessoa

Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe uma paladar,
Seria mais feliz um momento...
Mas eu que nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...

Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva...

O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja...
Alberto Caeiro - Do livro O Guardador de Rebanhos Heterônimo de Fernando Pessoa
 

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

“Quem sou eu?”

Eu me chamo Raphaelly, tenho 22, moro com meu marido e meus pais ( Por enquanto).

Atualmente estou fazendo faculdade na FUNESO deLetras/Inglês, estou adorando fazer este curso. Se você me perguntar o por quê de fazer Letras, eu saberei responder, mas posso lhe responder com convicção que estou adorando, amando de paixão.

Comecei a fezer o Normal Médio como meus 16 anos, neste período já estava no meu primeiro estágio, 4º serie, zona rural. Mas gostei muito e foi neste momento em que me identifiquei  no que estava fazendo: ensinando. Apartir daí não parei mais e nem pretendo parar, mas tem hora que bate uma revolta e dá vontade de jogar tudo para o ar, o que sinto por está ensinando é muito maior do que as barreiras que encontro diante das dificuldades da  educação brasileira.

Pretendo terminar a faculdade, tentar passar em algum concurso para professora, é claro, se meu Bom Deus permitir, quem sabe montar minha própria escolinha.

Há que eu sei fazer de melhor: ensinar.